June 22, 2009                                                               CHEGOU A HORA!  

Nada dá mais pra fazer de conta. Afinal, a Santa Catarina em que vivemos foi criada sob o signo da
desigualdade. Se quisermos Santa Catarina, futuramente, uma cidade diferente, mais humana e
democrática, onde as pessoas sejam ouvidas e atendidas nos direitos mais básicos, temos que agir e
lutar pela nossa cidadania.

Esse é o ponto de vista que apresento: conquistar e manter os direitos de cada cidadão e de cada
cidadã. Saúde, educação, lazer, moradia, saneamento segurança, trabalho; estes são direitos que
devem ser garantidos e respeitados. Ser cidadão é usufruir dos benefícios que o município pode
oferecer.

Mas é também pensar o que podemos fazer pela nossa freguesia, e a partir daí buscar ações concretas
para uma Santa Catarina menos desigual, mais desenvolvida e mais humana. A proposta é de um
trabalho coletivo, capaz de acolher os anseios dos que desejam construir um município planejado para
o futuro e bem cuidado no presente.  É à hora de abrir os olhos, fincar os pés no chão e buscar ações
concretas, de fazer valer as necessidades da grande maioria através de um projeto de crescimento
sustentável, que traga conforto, bem estar e alegria para nossas famílias. Por isso, eu assumo
pessoalmente o compromisso a favor da cidadania e de sua gente, atuando em defesa de uma
administração participativa.  

As propostas, potencialmente eficazes para construção duma Santa Catarina melhor, seriam o
desenvolvimento de ações que promovem segurança pública e uma cultura de educação e de paz,
defender também políticas públicas municipais para mais emprego e renda, lutar pela universalização e
integridade da saúde pública de qualidade e da assistência social, defender a escola pública com
valorização dos profissionais da educação e estudantes do ensino básico, médio e superior.  

Fiscalizar os recursos que pertence ao município e combater a imprudência com os mesmos, lutar pela
implementação de incentivo ao primeiro emprego, fortalecer políticas públicas para a mulher, o jovem e
o idoso, defender um melhor ordenamento das estradas e espaços urbanos para gerar qualidade de
vida e, por fim, lutar por ações que promovam o desenvolvimento sustentável de Santa Catarina.

Lucílio F. Alves Estudante da Graduação Do Curso de Psicologia na Universidade de Fortaleza – BRASIL    
Email: djhelenomix@hotmail.com  Naturalidade: Cabo Verde, Freguesia de Santa Catarina Ilha do Fogo,
Monte Vermelho.
Aug 7, 2009                                        
SANTA CATARINA UM PONTO DE INTERROGAÇÃO...(?)
                                
Estádio  Monte Pelado...

Porque será que o Estádio de Monte Pelado esta horrível? Essa é uma pergunta que buzina sem parar
na cabeça dos amantes do Futebol. E o restante dos outros Estádios de Freguesia de Santa Catarina
porque não reformam pelo menos o básico?

A situação dos campos de Futebol da Freguesia de Santa Catarina é bem mais grave do que parece,
mesmo sendo pouco. O campo considerado maior (Monte pelado) não consegui mais suportar 90
minutos de jogo sem ficar esburacado e cheio de pedras e cutelos. A situação do piso é semelhante a
algumas ruas e estradas da nossa Freguêsia, que em época de chuva e não só perde a maquiagem e
mostra a verdadeira cara.

Os dirigentes das equipes locais e de Desportivo (Equipe Federado do Concelho) juntamente com os
jogadores estão literalmente sem saber onde mandar os jogos das festividades de Santa Catarina que
é uma vergonha assistir naquele campo recebendo equipes que vem das outras ilhas e até de fora.

Desde algum tempo que Desportivo vem participando em todos os campeonatos do Fogo, e a
pergunta que não se cala é porque não jogaram nenhuma partida em casa, isto é no Estádio de Monte
Pelado? Que esses anos todos têm que deslocar sempre para jogar em Mosteiros ou em São Filipe e
até em São Lourenço.
É notável a cada dia o público que vem crescendo no Estádio Monte Pelado para assistir as partidas
de Campeonato de Zona, uma moldura humana que praticamente não vai só para torcer a favor das
suas equipes, mas sim para fazer amigos, mostrar potencialidade das suas localidades bem como
partilhar de diferentes Histórias que cada um trás para contar na bancada do Campo.

Esse evento reúne População de todo canto da Freguesia de Santa Catarina desde Achada Poio até
Tinteira, de Chã das Caldeiras a Monte Vermelho, mas a dificuldade na organização vem constatar – se
a cada ano que se passa. Podia fazer desse evento algo que gera recursos e tentar pelo menos criar
condições favoráveis para que os atletas e torcedores se sintam em casa.

O piso do Campo, a Estrutura das Bancadas os Balneários e a Vedação, são partes importantes que
precisa de pelo menos alguns tempos de cuidados de reforma e de novas construções. Só que,
infelizmente, esse prazo para execução desse trabalho torna- se difícil a cada dia que passa, para não
dizer impossível, já que os jogos do Campeonato de Zona começam em Junho onde as Equipes
disputam as primeiras partidas do inicio do Campeonato, logo depois já estamos próximo as
Festividade de Nha Santa Catarina no mês de Novembro onde o Desportivo marca a presença no
torneio quadrangular com outras equipes de outros Municípios e de Fora.

O Campeonato Regional do Fogo começa logo no inicio do ano, onde Desportivo marca mais uma
presença, juntamente com outras equipes disputam não só o Regional, mas a taça de Fogo também. Aí
é notável ver que o campo Monte Pelado fica desocupado logo no inicio do ano, durante esse tempo
sem condições de receber nenhum jogo, somente os treinos da Equipe de Desportivo que não tem
por onde correr. Podemos verificar que a tempo de sobra para melhorar o nosso Estádio de Futebol,
dando assim condições mínimas para Atividades de Esporte.

Em meio a esse caos que o Futebol de Santa Catarina vive, será que é possível ver uma luz no fim do
túnel? A notícia que percorre por todo canto do país é que a FIFA em parceria com o Governo de Cabo
Verde vão trabalhar no sentido de que todos os Municípios têm que ter um Campo de Futebol com
Relva sintética. Será que a situação passa de água para o vinho? A resposta é bem simples: o Futebol
em Santa Catarina corre certo risco de acabar nos próximos anos, já que não teremos Campo de
Futebol, uma vez que, ao que parece o Estádio Monte Pelado só terá verba para sua construção se a
direção responsável pelo Desporto em Santa Catarina não ficar sentado somente no gabinete se
refrescando e vendo projectos escritos no papel sem avanço nenhum, esperando mês de Junho
chegar para organizar um torneio mal organizado com promessas de prêmios inexistentes, que
quando acabar os jogos em vez de se comemorar, é lamentar uma decepção terrível dos atletas e dos
torcedores.
O que nos resta é rezar para todos os santos, fazer promessas, e se benzer porque se não a coisa vai
ficar feia.        
Lucílio F. Alves        
Estudante da Graduação
Do Curso de Psicologia na
Universidade de Fortaleza – BRASIL
Phone: 8591754612 – 8587227278 Emails: djhelenomix@hotmail.com
Naturalidade: Cabo Verde, Freguesia de Santa Catarina Ilha do Fogo, Monte Vermelho
Aug 27, 2009
                         COMUNICAÇÃO SOCIAL EM CABO VERDE

Não há sociedade democrática sem meios de Comunicação Social democráticos. A constituição da
República de Cabo Verde reconhece a natureza pública da área de comunicação e a sua importância
para a nação. Embora ela vigore há alguns anos, os artigos sobre a comunicação social ainda tem
ajustes a ser feitas e regulamentadas.
Para complicar ainda mais, a comunicação tornou – se mais complexa do que se imagina. Passamos a
conviver com a convergência da tecnologia, acelerado pelo desenvolvimento dentro dessa área no
mundo todo. Com o rápido crescimento daqui a pouco vai chegar o mundo da digitalização no meio de
comunicação social. Diante disso precisamos de novas Leis que dêem conta dos novos problemas,
alguns históricos no sector, e das implicações sociais econômicas, culturais e políticas produzidas
pelas novas tecnologias. Precisamos de encontros de representantes de todas as ilhas, do Estado e
das Empresas responsáveis pela comunicação para debater e propor políticas públicas e formulas de
controle público esclarecedoras sobre o assunto.

Não há democracia na comunicação social Cabo-Verdiana

Quando você abre uma torneira e sai água suja, o que você faz? Reclamar pelo órgão responsável
pela qualidade da água, você não permitirá que sua família beba água suja. Quando você liga a
Televisão ou o Rádio e recebe conteúdos sujos de má qualidade o que pode ser feito? Praticamente
nada! Pois você e sua família precisam de meios de comunicação para se informar, tomar decisões,
você precisa ter esses meios ligados!
Não adiante reclamar para a empresa de comunicação, pois, na prática, ela não esta submetida a
nenhum controle! Quer dizer você e sua família é obrigada a conviver com muitos programas que
deseducam.        
Esse é um dos principais problemas: não há controle publico sobre o conteúdo transmitido pelas
Empresas de comunicação. Para piorar muitas famílias não consegue perceber que suas vidas são
invadidas por programas e notícias desnecessário e pouco educativo que percorre a todo o momento.
Como não há debate sobre a comunicação é difícil perceber quando um determinado programa é
prejudicial.
Os problemas não param por aí. Como as empresas de comunicação praticamente fazem o que querem
o que bem entender, elas tende a si preocupar só com o lucro. Adotam novas formas de tecnologia de
acordo com os seus interesses.
São muitas as questões que envolvem a comunicação social que nos dizem respeito diretamente. Por
isso é necessário encontros Nacionais e Municipais de comunicação, onde é importante a participação
da comunidade acadêmica do curso de comunicação social, Jornalismo Publicidade e Propaganda,
Rádios, TV e Jornais.
Outro ponto importante a ser discutido nesse encontro poderia ser a respeito do financiamento
público de publicidades para emissoras de TV, Rádios e Jornais. Os Jornais hoje a maioria sobre o
domínio de partidos políticos, algo que podia ser bem analisado e discutido.
Reflexão
“O Jornalista precisa ser crível para o público, senão ele não serve como contrapoder. Deve repensar
a sua profissão, levando em consideração as pressões políticas, econômicas, o crescimento das
novas tecnologias, além do fato, é claro, de que o publico se tornou mais critico” (Dominique Wolton –
Sociólogo Francês)  
Lucílio F. Alves        
Estudante da Graduação
Do Curso de Psicologia na
Universidade de Fortaleza – BRASIL
Phone: 8591754612 – 8587227278 Emails: djhelenomix@hotmail.com
Naturalidade: Cabo Verde, Freguesia de Santa Catarina Ilha do Fogo, Monte Vermelho
  
         O VOTO COMO UM MOMENTO POLÍTICO HISTÓRICO DA ILHA DO FOGO



O desdobrar de um olhar para além da própria política...


A Ilha do Fogo está experienciado um momento politico histórico. Hoje em dia, em plena batalha
eleitoral observa-se um fenômeno singular que ocorre devido tanto a sua condição demográfica
quanto também devido a forma de organização econômica dos municípios que tem em seu eixo
fundamental ainda o funcionalismo publico, mas principalmente pela oportunidade que cada eleitor
tem e percebe que tem de influenciar diretamente no resultado da disputa eleitoral e com isso afetar
no modo global da organização dos municípios.

Existe portanto um sentimento presente em cada eleitor de que seu voto possui uma recompensa
direta, fato inegável e que pode ser facilmente observado através de uma conversa com os eleitores.
Por recompensa direta entende-se aqui não simplesmente o famoso toma-la da-cá e a compra de
votos, que não deixam de existir em qualquer processo eleitoral em qualquer lugar, em Cabo Verde e
no mundo queixem- se o quanto puder.

Principalmente dos outros porque isso parece não predestinado a desaparecer, mas por recompensa
direta ressaltamos que cada eleitor tem o pleno engajamento e sente-se realmente implicado no
processo eleitoral. A paixão é tão grande em ambos os lados (PAICV e MPD) que me divirto muito
quanto escuto falar que numa determinada reunião de uma coligação existiam ali infiltrados ou
disfarçados, diversos opositores e que por isso o numero de participantes de um comício ou reunião
não conta, acredito sim que muitos indecisos ou foliantes possam levar bandeiras e subirem nos
carros, mas verdadeiros opositores sinceramente não se dão a esse papel, afinal ninguém deseja
aumentar ainda mais a festa do outro.

O que me motiva a fazer tais observações é o fascínio de poder ver e experienciar esse momento
politico da Ilha do Fogo, e tentar entender como ele se desdobra a partir de um outro olhar para além
da própria politica em si, e sim tentar compreender através do próprio fenômeno da experiência
humana de se posicionar politicamente e sobre que condições isto se dá.

Para isso é necessário primeiramente nos desfazermos de nossas couraças da moralidade e daquilo
que as visões higiênicas e conscientizadoras tendem a fazer do voto. Não negando é claro a
legitimidade dos discursos que almejam  dar ao voto o caráter ético e racional, mas negando que ele é
influenciado por tais critérios. Isto quer dizer que apesar de perfeitamente podermos analisar um
candidato por seus méritos administrativos ou intelectuais, o que pode ser bastante válido em certo
sentido, contanto que possamos admitir que sempre votamos por razões sentimentais.

L.F. Alves
Fortaleza - Brasil, Agosto de 2009
COMENTÁRIO OU REACÇÃO DO ARTIGO
              
ami e ca studante, mas um le tudo kel ki bu screbi, ami um naci na ilha de fogo tambem, um ta
espera horas ki bu sta pronto pa bu bai pa fogo pa bu bai poi bus ideias na pratica. djan steve
na fortaleza de ferias, um sabi dreto modi ki la e , enao so. santa catarina sta atrazado ma na
nha modos de ver sta midjor ki undi ki bu sta pamoni foetaleza,tudo alguem tem medo de amda
el so na rua dia de noite nem cameste fla.se bu sta studa psicologia entao ba compara situacao
talvez bu ta pensa melhor.

e-mail: talaia89@hotmail.com
Oct 3, 2009
name = joao andrade gonçalves estudante do master 2  de phonétique général na ucad dakar
email = macocv@hotmail.com
phone = 00221701010170
comments =  força heleno nao lhes deixam enganar-te com as suas respostas "sem pé, sem
cabeça" sempre que aparece uma lacuna quer politico como social ,jà  essa sera um motivo
para lhes abrir esses olhos cheio de "nuvens" que nao lhes deixam ver essa realidade que é
bastante visivél.
many. joao andrade gonçalves estudande em Master 2 ,specialidade na "phonétique générale"
na uiniversidade cheikh anta diop de dakar
 
Oct 23, 2009

            CONTEXTUALIZANDO SANTA CATARINA


Lucílio F. Alves        
Universidade de Fortaleza – BRASIL
Phone: 8591754612 – 8587227278 Emails: djhelenomix@hotmail.com
Naturalidade: Cabo Verde, Freguesia de Santa Catarina Ilha do Fogo, Monte Vermelho


PROPOSTA ORIZONTAL

Provavelmente você nunca ouviu falar em Proposta Horizontal, quem sabe um tema que você como Cidadão pode contestar ou
pode aprovar. Mas afinal o que é essa Proposta Horizontal? Para contextualizar apresento essa Proposta de forma clara para
que você possa entender e quem sabe até debater sobre o assunto.

Proposta Horizontal participativo é um Projeto de como o Município será trabalhado, ou seja, seus novos empreendimentos,
novas construções, reconstruções, revitalizações e outros, porém tudo com um planejamento prévio para evitar problemas
futuros. Pensei essa Proposta até como uma Lei Municipal não só de Santa Catariana, mas de todos outros Municípios de Cabo
Verde no sentido de estabelecer diretrizes para qualquer tipo de ocupação nas Freguesias.

Nesse sentido essa proposta tenta abrir possibilidade de uma maior participação da sociedade. Quem deve participar? Estado,
Câmara Municipal, Associações, Comunitários, ONG s, Universitários, Professores, Escolas, Agricultores Pescadores, isto é
todos de uma forma geral e organizada.

Provavelmente pode se abrir possibilidade de revisão da Proposta Horizontal que eu acho muito importante para que o Município
possa refletir discutir, opinar e definir o que deve ser feito para que todos possam viver numa Freguesia (Provavelmente Futura
Cidade) melhor. Quem melhor do que a própria população para falar das facilidades e das dificuldades que se enfrentam na
desordem da nossa Freguesia. Para que esse Plano Horizontal possa caminhar, precisa-se conhecer muito bem o lugar que
vivemos o cotidiano da nossa Freguesia, a realidade do dia-dia, precisa perguntar qual o meu lugar nessa Freguesia como
Cidadão de direitos e deveres? Será que eu posso ajudar? Será que eu posso desenvolver? Será que eu posso fazer algo? Bom
esse são algumas perguntas que você como ser social pode fazer a si mesmo e que sabe aos lideres políticos.   
Dez 4, 2009
 TRADIÇÃO DE BEBER VINHO TORNA-SE MAIS COMUM EM CABO VERDE

                    Fogo na Formação da Sua Classe dos que Apreciam Bons Vinhos

O prêmio Nobel da Medicina A. Fremming, dizia que a penicilina cura os homens, mas é o vinho que os torna felizes. Apesar de
possuir uma rica e longa história, os vinhos demoraram a aparecer de forma consistente no nosso país, felizmente há alguns
anos, devido a algumas empresas importadoras e ao aumento da divulgação e da região produtora (Chã das Caldeiras) os
vinhos passaram a espalhar-se pelo País. E somente na Ilha do Fogo, numa dos mais altos pontos do País recebe a cultura
vinifera. Os fatores que estão fazendo o consumo do vinho aumentassem no nosso País.

Só agora que estamos descobrindo toda a magia e a beleza que estão por traz da degustação desse famoso (o vinho), que tem
sua origem supostamente na região que hoje compreende Irã, por volta de 3000 a.C.
Em Cabo Verde a principal região produtora de vinho está concentrada na Ilha do Fogo na Zona de Chã das Caldeiras conhecida
como zona do Vulcão, nessa região já produz algumas variedades de vinho, e com algumas pesquisas feitas na região a
Freguesia de Santa Catarina é um dos pólos Nacionais de produção do famoso Manecon.

Apesar do notável crescimento dos últimos anos, Cabo Verde, se comparado a países como Chile, Argentina, Brasil, ainda esta
iniciando a sua trajetória de consumo de vinho, contribuindo para isso são os fatores de ordem histórica e biológica. Para fazer
frente a esses países, Cabo Verde (Fogo, Chã das Caldeiras), quem sabe uma produção no vinho de Espumas, a grande aposta
para o clima na região de Chã das Caldeiras pode está voltado a esse tipo de produção. Vários especialistas e pesquisadores
consideram que o vinho Espumante é um dos melhores do mundo, até se chega a comparar com o famoso champagnes
Franceses.

Na Ilha do Fogo o aumento de pequenas e grandes empresas e de profissionais e especialistas em vinhos vem contribuindo
para a formação de uma cultura do vinho, prova disso é o crescimento de cerca de mais de 30% no consumo registrado a partir
do ano 2000 a 2009, o que aumentou também foi os números de pessoas que se reúnem em grupos a propósito de beber
apreciar e estudar o vinho do Fogo.

Questiona sobre a barreira de custo relativamente elevado que o vinho carrega na sua história, não acredito na popularização
do vinho, mas defendo que haja uma maior divulgação e conhecimento da bebida, é como a música clássica, o vinho não deve
ser popular, mas sim ter seus acessos democratizados para formamos bons apreciadores nos bons momentos
comemorativos.
Creio que a crise financeira mundial não venha causar maior impacto na escala que ocorre de uma forma ascendente na Ilha
do Fogo, em Cabo Verde e no mundo inteiro, o objetivo é fazer com que a cultura do vinho chegue também aos jovens. Apesar
de ser uma bebida alcoólica, o vinho não visa à embriaguês, mas sim a um caráter de confraternização social.

Fica então a dica não é nem necessário dizer que se você quiser entrar no mundo do vinho do Fogo (Manecon), deve apreciá-lo
com moderação. Lembrando para os que tiveram interesse em aprofundar mais e ter um conhecimento sobre o vinho do Fogo,
podem entrar em contato com os produtores de Chã das Caldeiras, empresários e comerciantes e também tem sites e
informações pela internet.  

Lucílio F. Alves        
Universidade de Fortaleza – BRASIL
Phone: 8591754612 – 8587227278 Emails: djhelenomix@hotmail.com
Naturalidade: Cabo Verde, Freguesia de Santa Catarina Ilha do Fogo, Monte Vermelho
Fev 13, 2010
    EXPECTATIVA DO PROGRESSO

Temos uma falsa idéia de Progresso, e achamos que tudo que é moderno é melhor, tudo que é novo vale mais, e tendemos a
uma espécie de desprezo ao que é antigo, sendo esta a mentalidade positivista de 'Ordem e Progresso', marca do século XIX
em diante.

A expectativa que temos do progresso é de que ele deveria estar a serviço do homem para conquistarmos estabilidade, paz de
espírito, um mínimo de segurança e aquilo que sempre almejamos – o sentimento de liberdade e de respeito que todos
merecem, não importando a crença, a cor ou a origem. O que mais se quer é o direito de ser respeitado na sua natureza e
essência, não importa de que modo seja, ou que crença tenha desde que isso não coloque o outro em risco ou sacrifício – e é
exatamente isso que se vê ameaçado.

Há coisas que não se medem pelo progresso; são valores eternos e isso se chama Ética, diferente de moral, pois esta se
refere aos costumes. A Ética diz respeito a um estado de alma no qual o direito natural cósmico – parafraseando Sófocles, em
sua já citada peça Antígona, escrita há 2.500 anos – de nascer, viver e morrer com dignidade e honra – deve permanecer
intocável, e isso vale pra quem quer que seja.

Quando falamos da Natureza Humana, transcendemos as discussões filosóficas ou psicológicas; temos de abarcar o plano da
existência, e esse plano não conhece progresso, pois é eterno.

Os Estados Modernos não são do homem para o homem; são Estados para a economia, a produção e o trabalho, na ilusão de
que uma economia competente e eficiente tornará o homem feliz. Defrontamo-nos aqui com uma ingênua falácia; jamais a
economia trouxe a felicidade. Claro que a miséria também não traz, não há dúvida, mas não é a riqueza que proporciona uma
vida plena.

O que está acontecendo com a Natureza Humana? Ela está sendo agredida a tal ponto que não consegue mais o mínimo de
realização e, quando retrocedemos no tempo, vemos que na história da Antiguidade houve uma época na qual a reflexão sobre
o homem procurou desvendar essas questões, ou seja, estudou a natureza humana, tentou compreendê-la em sua essência e
construir uma civilização em razão dela e não contra ela. Esse é o caminho que devemos recuperar.

O fato é que a condição humana foi esquecida, supondo-se que se aprendesse bem aquele sem-fim de disciplinas (o pretenso
conhecimento racional), e caso se desse bem com computador de sua preferência, também a sua vida estaria resolvida. Mas
não se resolveu nada. O enigma da existência continuou igual pra todos, e ainda não sabemos o que viemos fazer aqui e
queremos fazer de conta de que isso não é problema, afinal não nos perguntaram se queríamos nascer ou vir para este
planeta.

O ócio, infelizmente, ganhou na Modernidade uma conotação de vagabundagem, de 'encher a cara ( beber, vida boa, curtição
exagerada), de se largar, e, freqüentemente, isso é verdade. Não que não possa fazer parte da vida esse tipo de alegria; o
problema é que o homem moderno foi meramente educado para trabalhar como escravo. Com seu tempo livre ninguém lhe
ensinou o que fazer – da mesma maneira age um cachorrinho quando permanece preso na coleira o dia inteiro e, depois de
solto, fica ensandecido, correndo e quebrando tudo. O ser humano não é diferente e, se ele passa o dia no cabresto, quando se
solta sai quebrando tudo, porque não sabe o que fazer com sua liberdade, com seu tempo livre.

A Escravidão Moderna é muito esperta; o nosso Estado conseguiu educar o homem de modo que ele fique feliz em ser escravo
e se ache livre ao mesmo tempo. O consumismo é uma escravidão muito conveniente para o Estado, porque assim o homem
não tem tempo para pensar no que é substancial, aprisionando-se no círculo vicioso de comprar mais e mais coisas
(supérfluas na grande maioria), e trabalhar em dobro para pagar as contas e sobreviver. E assim ele não consegue pensar por
conta própria, não conquista a liberdade criadora, pois, afinal de contas, está muito ocupado e, para se distrair, vê o telejornal
da noite, novela das nove, (TCV ou TIVER). Ah, isso aumenta sua lucidez e melhora sua condição existencial de um modo
extraordinário.

A Sociedade de Consumo, na realidade, é o melhor truque que o Estado moderno criou para escravizar o homem, em busca de
ideais que chamamos de quiméricos. E por que são quiméricos? Porque nunca se alcançam, pois jamais estamos satisfeitos,
pois é uma sociedade veloz.

O ser humano não sabe mais dar o basta e somente quando aprender nascerá à possibilidade de se tornar realmente livre e
realizar uma vida plena, do jeito que ele quer ou que pensa.

Uma comparação como passado, em torno do século 5 a.C. Ocorreu uma transformação no mundo grego que costumamos
chamar de 'morte das sociedades mítico-eróticas'. Tem início o período clássico e, logo a seguir, o chamado mundo
helenístico. Vale a pena um breve esclarecimento sobre essa transformação que trará enormes conseqüências para o modo
de pensar e viver das sociedades e civilizações que se desenvolveram a partir desse ponto.

Em primeiro lugar, merece uma explicação o 'mítico-erótico'. As assim chamadas sociedades tinham como característica
principal uma visão de mundo no qual o mítico ocupava um papel central, e isso queriam dizer que não havia separação rígida
entre o real e o imaginário. Além disso, o mundo era visto como um lugar mágico e religioso, no qual o divino se encontrava em
toda parte.

Os mitos tinham como função explicar e justificar, de um ponto de vista divino, a razão de ser de tudo que existe no mundo e,
mais ainda, consolidar uma função cósmica em tudo; portanto aos homens era vetado intervir indistintamente na natureza e na
vida, uma vez que isso seria considerado um desrespeito aos deuses. A conseqüência prática dessa visão é que o divino,
estando presente em tudo, exigia respeito por parte do homem para todas as formas de existência.

Os mitos representavam uma força religiosa fundamental, para impor limites aos desvarios do homem e para dar-lhe uma
consciência ética de que a vida foi feita para ser glorificada e respeitada. Já que somos mortais e nos alimentamos da morte
alheia, é nosso dever minimizá-la. E de nada adiantará ser vegetariano: mata-se do mesmo jeito para se viver.

Já a questão erótica refere-se ao modo de vida no qual a paixão pela vida ocupava um primeiro lugar, sendo este o significado
original da palavra 'erótico, tratava-se se uma visão na qual vida e paixão era uma e a mesma coisa, real significado de paixão,
ou seja, uma glorificação da vida.

A grande transformação que encontraremos a partir daí é que esses valores, e o modo de vida dessas civilizações
(particularmente da Grécia antiga e do Egito), serão paulatinamente substituídos por uma 'paixão' desenfreada pela conquista
de objetos e bens materiais, mesmo que isso custe vidas.

E o que tem a ver o Ócio Criador com toda essa transformação? Simplesmente as sociedades mítico-eróticas colocavam-no
como uma das atividades fundamentais para a celebração da vida e sua consolidação. Claro que não estamos falando de um
ócio com a conotação moderna de estar desocupado, ou mesmo de um lazer sem uma significação ou sentido especial. O Ócio
Criador, praticado no período arcaico, tinha por finalidade ensinar os homens a imitar os deuses. Isso queria dizer que, se a
característica fundamental dos deuses era a criação da vida, caberia aos homens imitá-los, encontrando meios (criações)
para celebrá-la, consolidá-la e enriquecê-la. Vale notar, no entanto, que o ócio não estava voltado a qualquer criação, mas
somente àquela que celebrasse a vida.

Como era de se prever, o Ócio Criador progressivamente desaparece, dando lugar àquilo que ficou conhecido no mundo
romano como Negum Otio, que nada mais é do que a origem da palavra 'Negócio', e do modo de vida que ficou conhecido como
'Negociante'. Não se tratava mais de celebrar a vida, a natureza e a criação; havia nascido o homem que celebrava os negócios
e dedicava toda a sua vida para eles. Em outras palavras, o objetivo não era mais viver com paixão e alegria, nascia o homem
'sério', que só se preocupava com negócios e conquistas materiais.

O fundamental para a formação dos jovens e para a prática do Ócio Criador era o aprimoramento da arte de ser verdadeiro, de
ter a coragem de ser assim e assim revelar-se, procurando evoluir.

L.F. Alves,
Fortaleza – Brasil, Janeiro de 2010.
Abril 20, 2010
     Escolha Profissional e Projeto de Vida

Por que abrir um espaço para os jovens partilharem seus conflitos e sentimentos vivenciados nessa fase de suas vidas
referentes à escolha profissional?

A escolha profissional é um dos importantes momentos da vida, faz parte da vida diária, a todo instante fazemos escolhas que
passam despercebidas, são as automáticas, fazem parte do que já temos experiência e conhecemos as conseqüências,
como atravessar a rua na faixa ou fora dela, se escolhemos a camisa Branca ou a Azul, mudanças de trabalho, Casa, Carro,
Passeios, Amizades. As escolhas que demoramos a fazer, são as que exigem nossa auto-superação, nos impulsionam as
novas buscas e aprendizados, nos motivam, são desafiadoras.

Quando optamos por uma escolha deixamos de lado outras tantas; sempre, falando de profissão, pode até parecer simples
escolher e para algumas pessoas é, mas em outras essa escolha vem acompanhada de uma série de dúvidas: imagina uma
pessoa que diz não gosto de nada em especial, faço de tudo um pouco ou gosto de muitas coisas, posso seguir qualquer
profissão.
Torna-se um grande desafio responder algumas perguntas: Quem sou eu? O que desejo de mim? Que profissão escolher?
Muitas vezes, ficamos tão cegos em ajudar os jovens a alcançar seu objetivo de uma escolha profissional, que deixamos de
lados os outros aspectos da vida tão importantes quanto à profissão.

A grande dificuldade dos jovens em escolher e decidir, é a dificuldade que muitos possuem em ver a escolha profissional,
como uma dentre muitas outras, e que as escolhas ocorrem a todo instante, muitas automaticamente e por hábito acabam
respondendo não sei ou se prendem aos e se, e se eu desistir, e se não der certo, e se meus pais não aprovarem?

E a energia ao invés de atuar a favor, cai nas mãos desse automatismo, da velocidade em que a sociedade nos impõe e da
falta de informação para uma possível respiração e acaba num vazio sem construção alguma.

Estou abordando inicialmente nesse pequeno artigo a reflexão a construção de um projeto de vida com os jovens de Cabo
Verde da nossa Freguesia do modo geral, auxiliando-os a lembrarem dos seus sonhos, do que sentem como missão, focando
os pontos fortes de cada um, e tentar descobrir sobre o que aparentemente é seus pontos de dificuldade, isso claro
juntamente com os profissionais de educação trabalhando no sentido de focar primeiro os objetivos materiais, pessoais,
profissionais e depois refinando o caminho até a escolha da carreira profissional. O que acham de uma orientação Vocacional
e Profissional contribuindo para uma formação para a vida?

É bastante importante nessa fase da vida esse apoio bem direcionado a eles, (esses jovens) poderão ser profissionais
brilhantes e realizados, ao contrario de muitos de nós que não tivemos esta oportunidade e ao longo da carreira ou viramos a
mesa para seguir finalmente o caminho correto ou seguimos frustrados em um caminho que foi decidido em uma época de
nossas vidas que valia a pena mais agradar os pais e a sociedade do que a nós mesmos.

Será que existem alguns educadores que trabalham nessa perspectiva? A meu ver o projeto de vida e o processo de escolha
profissional não se definem numa única etapa, isto é, conversas de rua, que não esclarece nada, se é que podemos chamar
isso de uma etapa de orientação, mas é isso que costumo ver por aí. Parece que ninguém quer enxerga as modificações e
transformações da realidade do mundo, novas possibilidades e métodos de trabalho, novas tecnologias, novas áreas de curso
e a globalização. Até que ponto o Poder Municipal e Ministério da Educação Cabo-verdiana participam e contribuem para que
esses jovens principalmente de Santa Catarina Fogo, Mosteiros e São Filipe de uma forma geral, tenham êxitos, sucesso,
qualidade de vida e perspectivas de futuro, ótimos conceitos e caminhos para o projeto de vida.

Baseados unicamente na carreira sem observarmos nossa realidade cotidiana e transformadora é congelar nossas
possibilidades de atuação. Creio que aprender a refletir e agir olhando metas, vontades, anseios e desejos é que impulsiona
nosso futuro e nossos projetos de vida.

Como Alunos
Formar alunos com sólidos conhecimentos e habilidades, que desenvolvam hábitos intelectuais e técnicas de trabalho que
lhes permitam prosseguir os estudos com competência, ou seja, alunos que saibam buscar, selecionar e interpretar
criticamente informações, que comunicam idéias por diferentes linguagens, que formulem e solucionem problemas, tenham
hábitos adequados de estudo, saibam trabalhar em grupo e tenham qualidades como empenho, organização, flexibilidade e
tolerância, que incorporem a importância do conhecimento e o prazer de aprender.

Como Cidadãos
Formar pessoas que atuem de forma ativa na vida social e cultural, que respeitem os direitos, as liberdades fundamentais do
ser humano e os princípios da convivência democrática, que compreendam a cidadania como participação social e política,
assim como o exercício de direitos e deveres, que utilizem o diálogo como forma de mediar conflitos e se posicionem contra a
discriminação social e preconceitos como de raça, cor e sexo, que tenham interesse por diferentes formas de expressão
artística e cultural que se percebam como integrantes do meio ambiente, ao mesmo tempo dependentes e agentes de
transformações.
Como indivíduos

Desenvolver pessoas saudáveis e autônomas, com grande capacidade de inserção social, que tenham conhecimento de suas
características físicas, cognitivas e emocionais, que sejam capazes de resistir a frustrações e de analisar a conseqüência
dos seus atos, que realizem projetos pessoais.
O que hoje está em jogo não é só o futuro do jovem que é orientado ou não, seu amanhã depende do Município, Cidade ou País
do qual faz parte, e por circular que se ampliem, atinge o futuro da humanidade, qual o papel que nos cabe, enquanto Educador
Líder Municipal e enquanto pessoa, na luta em favor da liberdade e em prol de um futuro mais humano para o homem?
Lucílio F. Alves        
Estudante da Graduação
Do Curso de Psicologia na Universidade de Fortaleza – BRASIL Phone: 8591754612 – 8587227278 Emails: djhelenomix@hotmail.com
Naturalidade: Cabo Verde, Freguesia de Santa Catarina Ilha do Fogo, Monte Vermelho
Julho 25, 2010
         Sociedade Civil e Poder Público: Que Devem aos Jovens?

Fico surpreso quando estudantes, lideres, professores, funcionários comentam em meus textos falo dos jovens como
arrogantes e mal educados, é uma pena, sinto muito: essa, mais uma vez, não sou eu. Lido com palavras o dia todo, foram
umas das minhas paixões e ainda me seduzem pela mistura da comunicação e confusão que causam, como nessse caso,
por sua beleza, riqueza e ambiguidade.

Escrevo sempre e refiro muito de uma forma repetidamente sobre Juventude, Infância Família e Educação, cuidado e
negligência. Sobre falhas quanto a autoridade amorosa, interesse e atenção., tenho pensado e vivido, o quanto é difícel para
juventude esssa época do sec.XXI em que adultos e idosos, em certo momento de qualquer forma dão aos jovens
adolescentes e crianças tantos maus exemplos, correndo desvairadamente atrás de mitos bobos,, desperdiçando assim o
tempo com coisas desimportantes, negligenciando a família, exagerando nos compromissos, sempre caindo de cansados e
sem vontade e paciência de escutar ou de falar.

Penso sobreudo no desastre da educação, nem mesmo uma avaliação das escolas, um concurso de bolsa, ou outro tipo de
avaliação nacional ligado a jovens, conseguem oferecer. A maciça ausencia de jovens inscritos, quase a metade do que tem
no nosso país, não se deve ao atraso ou outras dificuldades, mas ao desânimo e á descrença.

De modo que, tratado dos jovens e de suas frustrações, falo sobre Adultos, Pais, Professores, Autoridades, Lideres Políticos
o quanto são devedores. O que fazem os que de maneira geral deveriam ser lideres e modelos? Os escandalos públicos que
nos ultimos anos se repetem e se acumulam são para deixar qualquer jovem desencantado: estudar para qué? Trabalhar
para qué? pior que isso ser onesto para quê, se nossos pretensos líderes se portam de maneira tão vergonhosa e, ano após
ano, a impunidade continua reinando no nosso país.

Tenho muita empatia  com a juventude, exposta a tanto descalabro, cuidada muitas vezes por pais sem informação, sem
força nem vontade de exercer a mais básica autoridade, sem a qual a família se desintrega e os jovens são abandonados a
própria sorte num mundo nem sempre bondoso e acolhedor. Quem são, quem podem ser, os idolos desses jovens, e que
possibilidades são oferecidas? então refugiam-se em grupos sociais, como se fosse seus tribos, com atitudes bem tribais, o
pircing, o brinco a tatuagem, a dança ao som da musica tribal, conforme o som assim a dança. Negativas? Censurável?
Necessária para muitos, a tribo é onde se sentem acolhidos, abrigados, aceitos.

Escola e família ou se declaram incapazes, ou estão assustados, ou não se interessam mais como deveriam. Autoridades,
Homens Públicos, supostos líderes, muitos deles a gente nem receberia em nossas casas. O que resta? A solidão a
coragem, a audácia, o fervor tirados do próprio desejo de sobrevivência e do próprio otimismo  que sobrar.

Quero deixar claro que nem todos estão parlisados, pois muitas famílias saudáveis criam em casa um ambiente de
confiança e afeto, de alegria. Muitas escolas conseguem impor a disciplina essencial para que qualquer organização ou
procedimento funcione, e nem todos os Políticos, Governates, Minístros ou Presidentes são corruptos. Mas quero afirmar
que aqueles que o são ja bastam para tirar o fervor e matar o otimismo de qualquer um. assim, não acho que os jovens sejam
arrogantes, todas as crianças mal-educadas, todas as famílias disfuncionais.

Um pouco da onipotência da juventude faz parte, pois os jovens precisam romper laços, transformar vínculos ( não cuspir em
cima deles) para se tornar adultos lançados a uma vida muito difícel, na qual reinam a competitividade, os modelos
negativos, os problemas do mercado de trabalho, as universidades decadentes e uma sensação de bandalheira geral. Qual o
futuro do jovem caboverdiano no Século da globalização?

Lucílio Alves
Monte Vermelho – Fogo
A INFLUÊNCIA DO PROFESSOR E DA UNIVERSIDADE NA FORMAÇÃO DO ALUNO
CABOVERDEANO

É comum hoje em Cabo Verde no dia-dia ouvir relatos de alunos universitários de diferentes cursos e universidades acerca do
comportamento de professores em sala de aula, tais como: "o professor não tem didática e suas aulas são muito chatas"; "parece
que o professor nem prepara a aula"; "o professor chega e lê um texto ou parte de um livro e temos de ficar apenas ouvindo, sem
poder falar nada"; "quando a aula fica cansativa demais e há conversas paralelas ele é grosseiro e diz que o aluno não tem
compromisso", entre outros comentários.

Muitos questionamentos têm sido levantados pelos alunos sobre a postura do professor diante da sua responsabilidade com o
ensino/aprendizagem. Assim, buscar explicações para o porquê dos professores universitários, em geral, estarem sendo centro das
indagações dos alunos hoje em Cabo Verde, especificamente no que concerne à sua prática pedagógico-didática, sua postura e
compromisso na sala de aula e não só.

Não é nenhuma novidade dizer que a educação é um dos mais importantes instrumentos de modificações sociais, bem como
impulsionador do desenvolvimento humano integral, com capacidade de transformar o homem num ser pensante, crítico, enfim, um
cidadão pleno e digno. Assim, a educação tem a finalidade de formar pessoas capazes de analisar, compreender, ser crítica e ter
responsabilidade diante da sociedade e de levar avante tanto o progresso individual quanto social.
Nos últimos tempos, as transformações que a sociedade tem experimentado trazem desafios enormes para a educação de modo
geral. Em um sistema globalizado de extrema competitividade e ao mesmo tempo exigindo perfis de formação flexíveis, o mercado de
trabalho Caboverdeano espera, na perspectiva de uma formação universitária, pessoas que desenvolvam ao máximo suas
capacidades e habilidades.

Inovação, criatividade, rapidez nas tomadas de decisão, capacidade de raciocínio, imaginação criativa, capacidade de análise,
liderança, busca contínua pelo aprendizado, conhecimento e domínio de tecnologias da informação, entre outros, é o mínimo que se
exige do profissional numa sociedade que requer a cada instante uma qualificação universitária adequada, prova disso é o
funcionamento e atendimento deficitária da administração pública Caboverdeana, que deveria estar mais madura com inumeras
universidades que oferecem e formam centenas de profissionais anuais no país.
A sociedade Caboverdeana espera que as universidades e o corpo docente tenham maior comprometimento, responsabilidade e
amplitude no exercício de sua função social, cultural e educativa, de modo que contribua para a formação de cidadãos mais
competentes e posicionados para o mercado de trabalho, cidadãos com caracteristicas de pensadores que não abandona o barco a
primeira tempestade de aparecer.

A compreensão do papel do professor universitário inclui uma dinâmica que oportunize a todos, tanto professor como aluno, um
ensino que predomine o ensinar, o aprender, o respeito mútuo, o qual facilitará a aprendizagem, estabelecendo um ambiente de
relações educativas democráticas voltadas para a participação, sendo um elo para o desenvolvimento da sociedade, do ensino,
pesquisa, extenção e publicação.
Deste modo, levanto os seguintes problemas: Quais são as características essenciais ao bom professor sob o ponto de vista dos
universitários Caboverdeanos? Quais as influências do perfil do professor universitário na formação dos universitários
Caboverdeanos? Qual a linha pedagógica predominante na maior parte dos professores universitários Caboverdeanos e sua influência
no aprendizado?

Do ponto de vista particular talvés o bom professor universitário é aquele que contribui com criatividade e inovação para que o aluno
aprenda a pensar com os instrumentos conceituais próprios de seu campo do saber e a atuar na realidade de forma prática e objetiva,
o perfil do professor universitário exerce significativa influência na formação dos seus alunos, refletindo em sua posterior atuação
profissional, segundo alguns alunos contatados a linha pedagógica predominante no ensino universitário Caboverdeano é a tradicional
e o resultado dela é um ensino/aprendizagem deficiente.

Só pra ter uma ideia, o quarto e o quinto ano na universidade em Cabo verde de uma forma geral, é um inferno dos alunos, que acabam
desnorteado com o arranjar de estágios e o trabalho monográfico, tudo por incompetêcia das universidades que não apresentam
segurança e clareza nas suas parcerias com os sectores sociais onde os estagiários podem perfeitamente se encaixar. Quanto a
monografia, é um total desrespeito aos alunos. Professores querem somente prestar os serviços das suas orientações de uma forma
virtual (internet), o que é um absurdo para comunidade cientifica, para sociedade e claro para os que querem dar brilho a uma
pesquisa cientifica. E ainda é angustiante não somente isso, como também a data de apresentação da monografia, que continua a ser
nas universidade de cabo verde um verdadeiro falta de respeito com os alunos, a marcação da apresentação da monografia dure 1
ano, já tem caso em que demorou 2 anos, tudo isso por vários motivos, os alunos saem sempre prejudicados nesta barbaridade.

Por isso deixo para reflexão, até que ponto as universidades Caboverdeanas e os docentes dos mesmos, quer do público, quer do
privado, se esforçam para uma formação universitária que não deixe dúvidas no seio dos alunos após o termino da formação?
E até que ponto contribui para a formação de pensadores nas universidades, e não estudantes que completam as suas formações e
se dedicam simplismente ao mundo do trabalho sem vínculo com a ciência, sem valorização do cientifico, discurso técnico, sem
reciclagem e sem tempo para reflexões profundas?

˝ Para que tenhamos alunos e futuros pesquisadores, temos que ter professores pesquisadores, e uma instituição de ensino que
investe em Ensino, Pesquisa, Extensão e Publicação. Tudo isto deixa a desejar no seio das nossas instituições de Ensino Superior ˝
(Lucilio Alves).                                             
                           
                                                                             
3 Julho 2011
Futuro da Universidade de Cabo Verde Ameaçado

Mário José Lima; Uni-CV /

Caros Colegas,

Posso imaginar o desalento reinante na comunidade académica da Uni-CV, face à consumação legal do “Golpe de Estado
Académico” por parte do Governo de Cabo Verde, pervertendo de forma escandalosa um dos valores essências da Uni-CV
consagrados no artigo 4º dos seus Estatutos – A Autonomia.


Face à gravidade deste acto praticado pelo Governo, torna-se imprescindível que recuperemos as forças e retomemos a luta
com maior intensidade e entusiasmo, não ignorando, porém, que em qualquer processo de luta existem traições e, por
conseguinte traidores, que se manifestam de várias formas, designadamente através da hipocrisia, cinismos e silêncios
coniventes.


Das alterações aos Estatutos da Uni-CV feitas através do Decreto-Lei nº 24/2011, de 24 de Maio, a mais caricata e perigosa é a
que condiciona a eleição do Reitor à existência de 25% de doutores com contrato em regime de tempo integral, pois, corre-se o
risco de não haver eleição para a escolha do Reitor, nem dentro de 10 anos. Senão vejamos:

• Segundo o Anuário do Ministério da Educação referente ao ano lectivo 2009/2010, dos 263 docentes da Uni-CV apenas 25, isto
é, 9,5% possuem grau de doutor.

• Considerando que a Uni-CV não definiu, até este momento, uma política e estratégia de formação de professores a atendendo,
ainda, a que aqueles que por iniciativa própria, pretendem iniciar ou estão a frequentar programas doutorais em Universidades
estrangeiras têm tido muitas restrições por parte da administração da Uni-CV, é praticamente impossível, neste momento,
prever um horizonte temporal para se atingir a meta de 25% de professores doutorados, tanto mais que, para se obter um grau
de doutor, serão necessários, no mínimo três anos de dedicação exclusiva.

• Por outro lado, o mesmo Decreto-Lei estabelece que os Vice-Reitores e os Pró-Reitores são nomeados por despacho do
Reitor, de entre personalidades de reconhecido mérito, habilitadas com uma pós graduação a nível mínimo de mestrado. No
entanto, a estas personalidades está vetada a possibilidade de participar, com o seu voto, para a escolha do Reitor. Que
contradição?


Face a ameaça que paira sobre o futuro da nossa Universidade, é mister que nos mobilizemos todos para uma luta que se
prenuncia muito difícil e que poderá levar algum tempo. O mais importante é a justeza das razões que nos movem, sendo certo
que para vencermos esta luta teremos de ser pacientes, perseverantes e determinados.
A luta continua.
O OUTRO E A FALTA DE RESPEITO AO MUNICÌPIO DE SANTA CATARINA

Pois é muito bom e respeitável a opinião democrática de cada um nesse espaço. Tenho acompanhado sempre que puder e
com muita atenção, e por outras questões creio que, a minha participação vai ser de uma forma moderada e atento aos
temas retratados por nossos participantes.

Mas nesse momento acabei por constatar uma situação referente a Santa Catarina no que toca a atribuição de uma ajuda
(Bolsa), para o ingresso na Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde na Praia. A referida escola disponibilizou 6 vagas
para Santa Catarina, e dessas vagas, 3 alunos candidataram para o ingresso. (Câmara Municipal de Santa Catarina
responsável para seleccionar os candidatos (as), e em seguida receber os documentos).

Diante disso acabou voltando atrás na sua decisão dando assim duas (2) bolsas para duas alunas e eliminando de imediato o
candidato PAULINO LOPES FERNANDES, mais conhecido por KÀ MANÈ, (autorizado a publicação do nome), e para dizer
também que o candidato foi seleccionado através da Escola de Hotelaria e Turismo, directamente da Praia.

Segundo KÀ MANÈ, a bolsa já tinha sido dividido pelos 3 candidatos, e que o presidente convocou uma reunião para um
possível esclarecimento, aonde saiu uma decisão de que ele vai ser excluído, e que a sua bolsa foi dividida para as duas
alunas (que já tinham as suas bolsas garantidos, alegando de que o mesmo não ia cobrir as despesas no capital do País).

Para clarificar, o montante era de 5 mil escudos para cada candidato, e as duas candidatas acabaram ficando com 8 mil
escudos cada, e o aluno PAULINO LOPES FERNANDES ficou de fora. Quando KÀ MANÈ percebeu da situação, marcou uma
audiência com o presidente, dai que o pior acabou acontecendo, outra vês acabou não sendo atendido pelo presidente.

Segundo ele, teve contactos com amigos e com Associação local de nome ESTRELA DE MILÈNIO, que comprometeram pagar
a mensalidade no referido curso, garantindo assim 8 mil escudos mensais durante 5 meses de formação, mas tudo ficou por
decidir na assembleia da Associação juntamente com os amigos, que em seguida estimularam a viagem do rapaz a Cidade
da PRAIA, com garantia de que ia ser beneficiado.

Tudo empolgado, ele frequentou as aulas durante 10 dias e estava muito feliz por estar na formação (Restaurante e Bar). Mas
de repente o pior aconteceu quando chegou a factura da mensalidade, e não tinha dinheiro para pagar. Entrando em contacto
com os amigos e com a Associação local, todos fingiram que nada tinha acontecido, fugindo assim de uma responsabilidade
que foi formalizado com o Rapaz, e se desculparam como se nada tivesse acontecido. (algo absurdo e inadmissível), todo
mundo terciarizando a culpa.

O aluno PAULINO, tomou a decisão de voltar ao Fogo (Cova Figueira), depois de ter custeado as passagens (ida e volta) e
estadia na Praia com o seu próprio bolso. Mais uma vês, de uma forma não tanto estranho assim, mais um caso em que
entristece a responsabilidade no Município de Santa Catarina, quer dos amigos, quer da associação e pior ainda do
Presidente da Câmara Municipal.   

Lembrando que PULINO LOPES FERNANDES, já foi jogador de Desportivo de Santa Catarina, e representou BOTAFOGO nas
última 3 épocas do campeonato Fogo, sendo uma época, como melhor marcador do BOTAFOGO. E mora em Seada Helena
Cova Figueira – Fogo.
Lucílio F. Alves     
"CABO VERDE É UM PAÍS LIVRE SEGUNDO O RELATÓRIO"!
                              Freedom in the words
POR: Lucílio Fernandes Alves – Universidade de Cabo Verde

Pensar a liberdade em Cabo Verde é reflectir um pouco sobre vários sectores e o seu funcionamente político económico e social do próprio
País.
Por não conhecer de perto o relatório referido, penso de uma forma geral que essa afirmação passa por determinado tipos de interesse,
que engloba uma determinada classe social Caboverdiana.

Particularmente não concordo com a citação, visto que de um modo geral temos muitas dependências externas que nos amarra e nos
sustenta frequentemente como: dependência económica, administrativa etc. Pois posso considerar que grande parte das elítes políticas e
intelectuais caboverdeanos, abordam numa análise superficial a dura realidade que temos, normalmente se contentam com o ranking que
cabo verde se encontra hoje sem uma reflexão de fundo e sem dados específicos.

Como podemos afirmar uma liberdade, aonde temos uma nação que importa modelos de gestão administrativa, modelos legislativos,
modelos democráticos, uma nação que não dá espaço a sua própria imaginação e criação? Neste sentido posso dizer também que
importamos problemas dos outros, passando assim por um processo de cópia aonde tudo se europeiza de tal forma que construimos e
passamos constantemente uma identidade forjada e negada, dependendo do espaço aonde nos encontramos.

Para falar do processo de liberdade em Cabo Verde não podemos deixar de lado a imprensa nacional, onde tem os mesmos protagonistas
de sempre discutindo sobre a própria liberdade, uma liberdade que está longe das margens, uma liberdade que tem beneficios repartidos a
uma determinada classe social vinculado a um determinada ideologia partidária, uma privação constante de produção laboral e de
conhecimentos.

Creio que podemos ser livre, a partir do momento que pensamos a periferia como sendo expressivo e participativo socialmente, dotado de
uma teoria local que contribui para o desenvolvimento e valorização humana, bem como da própria nação.